quinta-feira, 26 de abril de 2012


INTERAÇÃO ALIMENTOS-MEDICAMENTOS
Por Dietista Rose Sousa

CONSEQUÊNCIAS DIETÉTICAS ASSOCIADAS AO USO DE MEDICAMENTOS

Nós consumimos, em um dia comum, uma variedade de alimentos que lhe provêm importantes nutrientes e bem-estar. Contudo, também está presente nos alimentos uma ampla série de substâncias não nutritivas, incluindo constituintes naturais das plantas, pesticidas, herbicidas, contaminantes e naturalmente aditivos alimentares. Somando a isso, toma-se habitualmente uma quantidade de agentes terapêuticos para o tratamento de doenças variadas.
As consequências dietéticas associadas com o uso de agentes farmacológicos são muitas. As drogas podem influenciar na absorção de nutrientes, seu metabolismo ou sua excreção. A interacção entre drogas e nutrientes é um evento que ocorre quando se produz um desequilíbrio de nutrientes por acção de um medicamento, ou quando um efeito farmacológico é alterado pela ingestão de nutrientes ou pelo estado nutricional do indivíduo.
O impacto das substâncias nutricionais e ambientais nos projectos básicos da disposição de drogas ou nutrientes é complexo e difícil de predizer. Embora, até o presente, muitas
dessas alterações não sejam clinicamente significativas, as evidências sugerem que a nutrição é um importante determinante da eficácia dos medicamentos.

DROGAS QUE INDUZEM ALTERAÇÕES EM NUTRIENTES – Efeitos das drogas na absorção

LAXANTES – Uma grande variedade de nutrientes pode-se perder em razão do uso ou abuso deles, porque induzem ao aumento acelerado da actividade motora do intestino –
Hiperperistalse (aumento de defecção) ou prendem os nutrientes lipossolúveis.
Se você é um indivíduo que se automedica com laxantes para resolver sua obstipação intestinal deve estar informado quanto aos riscos potenciais de desenvolver dependência a esses, da importância da dieta, da ingestão de líquidos e de outros factores que podem aliviar sua obstipação.

IMPLICAÇÕES NUTRICIONAIS DE ALGUMAS DROGAS - (EFEITOS GASTROINTESTINAIS ADVESRSOS E OUTRAS REACÇÕES)

LAXANTES ( óleo mineral – vaselina, fenolftaleína e outros laxantes)

  • Vómitos
  • Contracções intestinais / Flatulências
  • Diarreia
  • Indigestão
  • Náuseas
  • Perda de água e electrólitos
  • Hipocaliemia (em uso prolongado) – Diminuição da concentração de potássio no sangue, abaixo dos limites normais (menos de 160 mg ou de 4 mEq por litro)
  • Má-absorção de caroteno, vitaminas A, D, e, K, Cálcio e Fósforo, perda de sabor e odor (no frio), consistência desagradável
  • Perda de apetite
  • Perda de peso
  • A fenolftaleína pode ser excretada no leite materno.

Sugestões Dietéticas (laxantes)

Tomar o laxante com o estômago cheio, com 250 ml de água em seguida e 1 hora depois de tomar leite. O leite pode dissolver a camada entérica e provocar irritação , e é excretada gástrica.

Recomendações Dietéticas (laxantes)

Tomar posteriormente 6 a 8 copos de líquido por dia. É importante aumentar a ingestão de fluidos e o exercício físico para a regulação intestinal adequada. O uso prolongado e grandes doses de laxantes podem provocar a perda de nutrientes, água e electrólitos, e dependência `a droga para o funcionamento intestinal. A perda desses nutrientes poderão influenciar no aspecto saudável da pele, unhas e cabelo.

ANTIINFLAMATÓRIOS (Sulfasalizina, Colchicina – agente antiinflamatório e para o tratamento da gota)

  • Diarreia
  • Dor gástrica
  • Náusea
  • Vómitos
  • Dores abdominais
  • Entorpece a absorção de folacina. Perda de apetite no leite materno (Sulfasalizina)
  • Má absorção de sódio, potássio, gorduras, caroteno e vitamina B12 dado que se altera a função da mucosa intestinal
  • Diminui a actividade de lactase – enzima que degrada o açúcar do leite


Sugestões Dietéticas (antiinflamatórios)

No caso da Sulfasalizina tomá-lo com 250 ml de água antes ou depois das refeições ou com algum alimento para minimizar a irritação gástrica.
Com a Colchicina tomá-lo apenas com água, imediatamente antes ou depois das refeições para evitar irritação gástrica.

Recomendações Dietéticas (antiinflamatório)

Colchicina – usar com esta droga sais alcalinos, alimentos e bebidas pobres em purinas
(pães brancos, pão de milho, bolachas, cereais e subprodutos, frutas, gelatinas, açúcar e doces, bebidas gliocarbonatadas, leite, chás e etc) bebidas não alcóolicas e aumentar a ingestão de líquidos (mais de 2.000 ml/dia). Se estiver com excesso de peso recomenda-se uma redução gradual de peso.

Sulfasalizina – Assegurar a ingestão adequada de líquido para manter um mínimo de 1.200 a 1.500 ml/dia de urina diária.
Aumentar o consumo de alimentos ricos em folacina (ácido fólico): fígado, feijão e vegetais frescos de cor verde-escuro (espinafres, aspargos, brócolos, agrião), carne bovina magra, batatas, laranja e pão de trigo integral.

Sugestões de Terapia Nutricional para Náuseas e Vómitos:

  • Fazer uma dieta fracionada , ou seja aumentar o número de refeições durante o dia (no mínimo 6 refeições diárias);
  • Fazer refeições de pequeno volume;
  • Aumentar o consumo de alimentos ou de preparações em temperaturas frias e geladas (se tolerado);
  • Diminuir o consumo de alimentos com alto teor de gordura;
  • Não deitar após a refeição;
  • Diminuir os temperos;
  • Aumentar as preparações secas (principalmente na primeira refeição).

Sugestões de terapia Nutricional para Diarreias:

  • Aumentar a ingestão de líquidos – água, chá preto açucarado, suco de maçã coado com gotas de limão, bebidas de soja, leite All 110 (Nestlé), leite Zimyl (Parmalat), leite Presidént (sem lactose), Leite Mimosa (fácil digestão)
  • Diminuir fibras insolúveis (hortaliças em geral, frutas: Kiwi, morango, ameixas secas, tomate e etc)
  • Aumentar fibras solúveis (maça cozida ou assada, arroz cozido com goma, gelatinas, bananas, papas de nestum de arroz ou de maizena feita com leite sem lactose, canja de galinha, sopas com base de cenoura, abóbora e chuchu.
Confecções simples: cozidos, assados e grelhado

CUIDE DA SUA SAÚDE AMANDO O SEU CORAÇÃO!
Recomendações Dietéticas Saudáveis
Por Dietista Rose Sousa

Por Amor Reduza o Colesterol

Colesterol
É uma gordura fabricada no organismo e presente em alguns alimentos. O colesterol é encontrado principalmente em alimentos de origem animal.
O excesso de colesterol pode se acumular nas artérias e provocar seu entupimento, processo chamado aterosclerose, grande responsável pelo infarto e pelo derrame cerebal.
O processo de obstrução do vaso sanguíneo, se inicia e progride de forma semelhante ao que ocorre com canos de água e esgoto, que acumulam progressivamente sujeira em suas paredes e acabam entupindo por completo.

♥ Exames - um bom caminho

A partir dos 30 anos é importante dosar os níveis de colesterol no sangue, repetindo o exame de acordo com a orientação médica.

♥ HDL/LDL – Bem-me-quer, mau-me-quer

A associação do colesterol com certas proteínas, pode assumir três formas: VLDL (very low density ou densidade muita baixa), LDL (low density ou baixa densidade) e HDL (higt density ou alta densidade).
É sabido que as HDL retiram o colesterol das células e facilitam a sua eliminação do organismo, por isso é chamado de BOM colesterol. As LDL fazem o inverso: ajudam o colesterol a entrar nas células, favorecendo o acumulo nas artérias sob a forma de placas de gordura. Daí ser chamado também de MAU colesterol.

Dieta

Prefira verduras e carnes magras, principalmente peixes e aves sem pele. Para cozinhar, use óleo vegetal (soja, girassol, milho ou de oliva). Prefira leite e queijos magros; a margarina vegetal é melhor que a manteiga. Evite comer mais de três gemas de ovo por semana; bolos, pudins, cremes, e maionese também têm ovo! Faça menos frituras e não reutilize o óleo. Coma pouco fígado, miúdos e frutos do mar.

A escolha saudável para o seu coração:
                                         Dietas baixas em colesterol
                                         Dietas baixas em triglicéridos

Para obter os nutrientes que você precisa, é necessário comer uma certa variedade de alimentos. A melhor maneira é escolher alimentos de diferentes tipos. Defina com seu dietista ou com o seu médico quais são os seus objectivos e ajuste os alimentos e as quantidades ideais.

ALIMENTOS -  Carnes, aves, peixes
MELHOR ESCOLHA – Carnes sem gordura, aves sem pele (frango e perú) e peixes.
VÁ DEVAGAR – Peixes de água doce  
EVITE – Carnes gordurosas, pato, caça, ganso, fígado, rins, bacon, embutidos, frutos do mar e conservas de peixe em óleo.

ALIMENTOS -  Matinais (Pequeno-Almoço)
MELHOR ESCOLHA – Leite desnatado (magro), margarinas “light”, iogurte desnatado (magro), queijo fresco magro, queijos com menos de 10% de gordura, aveia, frutas e pão integral.
VÁ DEVAGAR – Leite semi-desnatado (meio-gordo), muzzarella, queijo provolone, creme de leite, pão branco, biscoitos e bolachas.
EVITE – Leite integral (gordo), manteiga, achocolatados, queijos gordurosos (mais de 40% de gordura), bolachas recheadas e bolos.

ALIMENTOS -  Ovos
MELHOR ESCOLHA – Somente a clara.
VÁ DEVAGAR – Gema (não mais do que três por semana)
EVITE – todos os produtos de pastelaria à base de ovos: lampréia de ovos, cabelo de anjo (fios de ovos), pastéis de Belém, doces de Aveiro, ovos mole, ovos mexidos, omeletas, tortilhas e etc.

ALIMENTOS  -  Gorduras e óleos
MELHOR ESCOLHA – Azeite de oliva, canola, girassol, algodão, soja, margarina “light” com alto teor de ácidos gordos poliinsaturados.
VÁ DEVAGAR – Ao temperar as saladas, o ideal é pôr o azeite em um pulverizador tipo spray para não cometer exageros.  
EVITE – Manteiga, banha, nata, óleo de côco, óleo de amendoim, toucinho e bacon.

ALIMENTOS  -  Pães, cereais, massas e batatas
MELHOR ESCOLHA – Pão preto ou integral os que são ricos em sementes ou em fibras, pães sírios ou Pita, pães sem miolo (baguete), biscoito cream crackers, bolachas tipo Maria torrada, macarrão integral, arroz integral, feijão e batatas confeccionadas com gorduras “permitidas”.
VÁ DEVAGAR – Biscoito, pão de milho, pão de queijo, broas e panquecas.  
EVITE – Croisantes, biscoitos doces, macarrão com ovos e molho com queijo, creme de leite, batatas fritas e batatas assadas no forno com gorduras “proibidas”.

ALIMENTOS  -  Frutas e vegetais
MELHOR ESCOLHA – Frescos, quando em conserva sem açúcar ou desidratados.
VÁ DEVAGAR – saladas de frutas feita com caldas.  
EVITE – Côco, abacate, castanhas, uvas, figos, azeitona e conservas de vegetais em óleo.

ALIMENTOS  -  Bebidas
MELHOR ESCOLHA –Água, sumos de frutas naturais, limonada sem açúcar ou com adoçante, sumos de legumes, café e chá sem açúcar ou com substitutos de açúcar.
VÁ DEVAGAR – Ice tea e bebidas tipo “light” com redução de calorias.
EVITE – Bebidas açucaradas e bebidas alcoólicas.

Soja e Isoflavonas
Perspectivas Dietoterápicas
Por Dietista Rose Sousa

A soja, leguminosa cultivada há séculos por povos asiáticos, notadamente os chineses, surge como importante nutriente em meados do primeiro milénio DC.
Somente no século XVIII pesquisadores europeus iniciam estudos do feijão de soja, como fonte de óleo e nutriente animal.
Nos relatos históricos observamos a utilização do feijão da soja como lastro em navios americanos de volta aos Estados Unidos.
Gradativamente, grupos religiosos, adventistas e outros segmentos protestantes, baseados em análises do valor biológico da proteína de soja, disseminam a utilização dessa leguminosa no cardápio diário de importante parcela da população.
Actualmente o Japão consome quase que a metade da produção mundial de soja. O cultivo da soja representa importante actividade económica nos Estados Unidos, cinquenta por cento da produção mundial, dos quinze por cento são exportados para o Japão. No Brasil encontramos cerca de trinta por cento da produção mundial, seguido pela Argentina com dez por cento e demais países da América do Sul e África.
Sua evolução constitui registro inicial a utilização do preparado doméstico do “queijo de soja” e do “molho de soja”, mundialmente conhecidos como “tofu e shoyo”
Actualmente, o feijão de soja, manipulado e processado em escala industrial, pode ser integralmente utilizado em nutrição como bebida de soja, fortificante proteico, óleo de soja, farinha de soja desengordurada ou não - esta possui grande participação proteica na indústria alimentícia, notadamente na panificação e no preparo de alimentos liofilizados. 
A proteína isolada de soja pode ser extraída do grão de soja por processos químicos ou mecânicos. Envolve o uso de temperatura, maceração e utilização de água ou álcool.
Na literatura encontram-se inúmeros trabalhos analisando as características químicas do isolado proteico de soja relacionando-as à forma de extracção proteica. Existe
evidências clínicas que a extracção aquosa preserva as isoflavonas.

Mas afinal o que são Isoflavonas?

O termo isoflavonas é uma palavra que nos leva a pensar será animal ou vegetal?
É um medicamento? É de comer? Faz bem para à saúde?
Perante tantas perguntas, procuremos algumas respostas.

Em primeiro lugar, começamos por dizer que as isoflavonas são substâncias vegetais. Normalmente são designadas por fitoestrógenos. Fito é um elemento grego de composição de palavras que exprime a ideia de planta ou vegetal. Estrogênio é o hormônio sexual feminino. Se somarmos os dois termos, e respectivos significados, o resultado será algo parecido com “hormônio sexual feminino de origem vegetal”.
As isoflavonas são substâncias vegetais que, apesar da sua origem conseguem desempenhar no corpo humano uma actividade semelhante à do estrogênio. Por esse motivo, são utilizadas cada vez mais para regular o equilíbrio hormonal da mulher. Neste contexto, a menopausa é talvez o melhor exemplo e o campo de aplicação das isoflavonas mais frequente.
As isoflavonas podem encontrar-se em diversos alimentos, no entanto a “fonte” mais ricas de isoflavonas é a soja. Existem outras plantas não comestíveis (por exemplo, o trevo vermelho) que são utilizadas na extracção de isoflavonas para posterior incorporação em suplementos alimentares.
A soja contém diversos tipos de isoflavonas, sendo as mais importantes e benéficas para a saúde a genisteína, gliciteína e a daidzeína que possuem efeito estrogênico.
Os efeitos relacionados a essa característica hormónio-like seria observado na maior captação hepática do LDL – colesterol, incremento na elasticidade arterial e melhora do tonus vasomotor arterial.
A actuação da soja na prevenção das neoplasias reside, segundo inúmeras publicações científicas, na actuação das isoflavonas. Nos fitoestrogenos dos vegetais estaria a  relação protectora à patologias neoplásicas, a actuação no ciclo menstrual, celularidade uterina e vaginal explica a baixa prevalência de  câncer ginecológico em populações em consumo aumentado de soja.
A prevalência da osteoporose torna-se, nos dias de hoje, importante actuação em acções de saúde. Dentre as proteínas consumidas na alimentação humana, residiria na proteína de soja um dos menores efeitos relacionados à excreção urinária de cálcio. Paralela a esse protector à osteoporose, existe ainda à acção das isoflavonas da soja na inibição da reabsorção óssea.

De forma mais ou menos sumária, poderemos então dizer que os benefícios para a saúde decorrentes do consumo de isoflavonas de soja são:
  • Alívio dos sintomas associados à menopausa;
  • Redução do risco de doenças cardiovasculares;
  • Protecção contra os problemas da próstata;
  • Estrutura óssea;
  • Acção anti-tumoral e anti-cancarígena.

…Existe ainda um longo caminho a percorrer até que a ciência esclareça tudo acerca das isoflavonas, no entanto com tantos benefícios já comprovados, vale a pena enriquecer a nossa dieta com isoflavonas!

FESTEJAR SEM EXCESSOS
Por Dietista Rose Sousa

Excesso não rima com Natal nem com Ano Novo, mas anda de mãos dadas com estas duas festas. São excessos alimentares – entre quentes e frios, enchidos e frutos secos, doces e mais doces, é grande o convite à gula e não há bom senso que resista. E pelo meio bebe-se - tinto, branco, cerveja, aguardente, champanhe: o copo quer-se sempre cheio para os brindes. É mesmo uma época de excessos. Até pelo consumismo, de que as crianças são as mais recentes vítimas, transformadas em pequenos ditadores que tudo querem e com nada ficam satisfeitos. Não será possível festejar sem excessos? Talvez sim!

As festas de fim-de-ano em que a troca são um convite descarado à gula. Desde cedo começa o desfilar de iguarias, num lanchinho improvisado no emprego, nos almoços e jantares entre amigos, em que se trocam as tradicionais lembranças ao mesmo tempo  que se violam as regras da mais elementar higiene alimentar. E depois nos repastos em família, que culminam numa consoada em volta de uma mesa repleta de doces pecados. Seja o lar modesto ou mais abastado, a verdade é que a refeição com que os cristãos assinalam o nascimento de Cristo é rica em alimentos condimentados, em fritos, assados, gorduras e doces, numa mistura que se pode revelar explosiva.
Porque - convenhamos – é difícil resistir aos frutos secos, às rabanadas  e filhós, ao bacalhau e ao peru, aos pudins e ao bolo-rei, bolo-rainha e etc. E o álcool – o aperitivo com que entretemos a sede, o vinho branco, ou tinto com que acompanhamos os pratos principais, o champanhe com que encerramos as festas. Sem dar conta, entre dois dedos de conversa, um gole e duas garfadas, esquecemos os limites. E muito menos nos lembramos do dia seguinte, apesar de ser uma mera repetição de anos anteriores: a cabeça vai doer, o estômago arderá até a exaustão, as náuseas subir-nos-ão à boca e só então lamentaremos ter bebido e comido demais.
Não será o chazinho verde ou preto tomado a seguir aos excessos, que irá “resolver” o desconforto causado pela demasia. Os chás funcionam para muitos como sendo um placebo e nada mais. Na verdade o “alívio”atribuído pela ingestão de chá é meramente um alívio psicológico como parte de um escape de consciência pesada por se ter comido até “arrebentar”.
O que é preciso é evitar a acumulação de pratos copiosos e ricos em gorduras. Pense que se encher com patês, assados, molhos e queijos já não terá estômago para as sobremesas, por mais que os seus olhos se sintam atraídos pelo magnífico aspecto daquele pudim de ovos ou daquela tarte de framboesas. O melhor é, pois, alternar pratos ligeiros com pratos mais pesados, comendo sempre em pequenas quantidades. E aqui não há grande perigo mesmo se estiver de dieta: é que o quilo ganho nas festas facilmente se perde nos 15 dias seguintes. O verdadeiro perigo vem da acumulação de refeições festivas, pelo que o melhor será resistir a certos convites. De festa em festa, não há regime que resista e depois a balança é que paga…
De evitar são igualmente as misturas de bebidas: whisky, champanhe, vinho branco, vinho tinto, aperitivos, digestivos…Mantenha-se fiel a duas bebidas ao longo de toda a refeição. E enquanto estiver à mesa alterne água com vinho. Cuidando também com os digestivos: só um até ajuda a atenuar aquela sensação de enfartamento, mas se abusar, embora contribua para esvaziar o estômago, está a contribuir para o excesso de álcool da noite. A digestão será mais lenta e difícil e o acordar também!
Porque os excessos pagam-se na manhã seguinte. As náuseas aí estão para lembrar o último banquete.
 Comida? Só de pensar já fica enjoado!
 Se assim for, não hesite em saltar uma ou até duas refeições como: o café da manhã e até o almoço se for preciso. Até se sentir com disposição para se sentar de novo à mesa vá bebendo: água, chá, tisanas, caldo de legumes… A escolha é sua, mas beba, beba muito!   As bebidas ajudá-lo-ão a hidratar e a eliminar as toxinas acumuladas na noite anterior e fá-lo-ão sentir-se mais leve!

UMA PITADA DE BOM SENSO
Quem está na cozinha pode contribuir para que as tentações de quem se senta à mesa sejam menos penalizadoras, pelo menos para a linha. É sempre possível adaptar as receitas, de modo a diminuir a ingestão de açúcares e gorduras, mas sem que percam aquele sabor que as torna tão especiais nesta época do ano.
Vejamos alguns exemplos: na confecção de um bolo ou outro doce inclua menos açúcar do que o previsto na receita e vai ver que em nada afectará a sua consistência e muito menos o sabor. Ninguém terá amargos de boca, acredite!
Se assar uma peça de carne, corte também na gordura que lhe adiciona e deixe-a cozinhar com os seus sucos naturais, juntando uma pitadinha de ervas para condimentar. Aproveite e reduza o sal, as ervas aromáticas têm o mesmo efeito.
Se assar ou estufar uma ave, tire-lhe a pele, pois esta é uma fonte de gordura sem rival. O frango, o pato ou o peru sairão tostadinhos como sempre e muito mais saudáveis.
E nada de batatas fritas, Asse-as também. São mais saborosas e saciam mais depressa, pelo que evitamos repetir a dose. E já agora não se esqueça da salada. Variada, colorida  e com sementes diversas – porque os olhos também comem. E temperada com limão. Vai ver que o seu estômago agradece. Ah – e resista à tentação de ir provando cada uma das suas iguarias. Tem tempo suficiente para cometer alguns excessos.  Sirva você o seu próprio prato e sobremesa. Por que os outros quando nos servem, tendem a exagerar nas quantidades e nos tamanhos das porções.
Inicie sua refeição com um belo prato de salada e seleccione muito bem os restantes alimentos.  Não deixe acontecer “De manjar em manjar, até rebentar” .
O desafio é grande: resistir à tentação. E o primeiro truque é adoptar um ar de quem está a comer tudo, mas fazê-lo em pequenas quantidades, com associações saudáveis dos vários pratos.
Porque nisto de alimentação, também é possível abusar com moderação… 


Alergias Alimentares
Por Dietista Rose Sousa

As reacções alérgicas aos alimentos ocorrem tanto em crianças como em adultos. Podendo ocorrer reacções imediatas (um minuto a duas horas após a ingestão do alimento) ou retardadas (duas a 48 horas). E o factor alergénico é, em geral, o componente proteico dos alimentos, independentemente de sua abundância nesses. A sensibilidade a um alimento, como o mel, por exemplo, é dada pelas ínfimas quantidades de proteínas presentes nos grãos de pólen a ele misturados. As tendências alérgicas são herdadas, mas não necessariamente a um antígeno específico. Qualquer pessoa que apresentar uma certa tendência à alergia pode desenvolver sensibilidade a outros tipos de alimentos.
 A incidência de alergia alimentar em bebés e crianças é de 0,3-20%; em adultos de 1-3%.

SINTOMAS MAIS FREQUENTES
  • Os sintomas mais frequentes (70%) das alergia alimentares são gastrointestinais:
diarreia, náusea, vómitos, espasmos, distensão abdominal, refluxo gastro-esofágico, obstipação e dor;
  • 24% são reacções dérmicas (pele): dermatites atópica em crianças e dermatites atópica em adultos, urticária aguda  e urticária crónica;
  • 4 %  reacções respiratórias (anafilaxia, asma na criança e asma no adulto) e
  • 2 %  envolvem outros sistemas.

ALERGENOS MAIS COMUNS EM CRIANÇAS

  • Leite de vaca
  • Ovos
  • Cítricos
  • Grão de soja
  • Amendoins
  • Trigo
  • Peixe
  • Tree nuts (frutos oleaginosos: nozes, castanhas, amêndoas)
  • Crustáceos

ALERGENOS MAIS COMUNS EM ADULTOS

  • Amendoins
  • Peixe
  • Tree nuts
  • Crustáceos

A proteína do leite de vaca é o alergeno alimentar mais estudado na faixa etária pediátrica por ser a mais consumida e pelo seu forte potencial alergênico. O leite de vaca contém mais de 25 componentes proteicos com graus diferentes de actividade antigênica.



COMO TRATAR CERTAS ALERGIAS ALIMENTARES?

ALERGIA AO LEITE DE VACA

O lactente costuma tolerar melhor o leite em pó, porque o calor modifica as proteínas naturais. Em alergias muito acentuadas, deve-se utilizar produtos distintos à base de proteína hidrolisada ou leite de soja, etc. Quando se incorporam alimentos sólidos, deve-se evitar o uso daqueles que contêm leite natural ou desnatado.
Se, posteriormente, a criança aceita os leites especiais, devem-se agregar à sua dieta suplementos de cálcio e riboflavina.
Conforme à medida que crescem, as crianças costumam tolerar pequenas quantidades de suplemento diário de cálcio, sendo este aconselhável também em adultos alérgicos ao leite de vaca.

ALERGIA AO TRIGO

A esse tipo de alergia, diferentemente do que ocorre na síndrome de má absorção, não cabem as restrições de centeio, aveia e cevada; apenas se deve assegurar que não sejam misturadas com farinha de trigo.

ALERGIA AO OVO

Há uma grande quantidade de alimentos que o contêm; por exemplo, bebidas espumantes e a maioria das sobremesas e sorvetes (gelados). Neste caso, é provável que a pessoa seja alérgico também ao frango.

ALERGIA AOS CÍTRICOS

O problema desses indivíduos é a adequação da ingestão de vitamina C. Embora outras frutas e hortaliças a contenham, às vezes, é necessário o suplemento por via medicamentosa.

CONSELHOS DIETÉTICOS PARA ALÉRGICOS

  1. Normalizar as funções do aparelho digestivo, cuidando da inflamação da mucosa intestinal e evitando, nos constipados, a ingestão de medicamentos irritantes como a fenolftaleína.
  2. Descartar a hipótese de uma parasitose intestinal e tratá-la se for o caso.
  3. Evitar a ingestão de alimentos liberadores de histamina: morangos, chocolate, bananas, limão e clara de ovo.
  4. Evitar a ingestão de álcool, vinhos brancos e condimentos.
  5. Reduzir o aporte de tiramina, suprimindo a ingestão de queijos (Roquefort, Cheddar, Gruyère, etc), arenques, conservas de peixe e carnes elaboradas vermelhas ou brancas.
  6. Investigar o alimento alergênico: nozes, amendoins, cereais, cítricos, tomates e alimentos que contenham aditivo ou corantes, assim como a penicilina.
  7. Não ingerir certos produtos industrializados como laranjadas, limonadas, cremes e gelados, porque nesses se inclui o corante tartrazina como aditivo, o que pode ocasionar intolerância.

REFLUXO GASTRO-ESOFÁGICO E RECOMENDAÇÕES DIETÉTICAS
Por: Dietista Rose Sousa

Quem já sentiu azia sabe precisar, exactamente, o quanto é desagradável uma sensação de calor ou de queimadura que por vezes pode ser acompanhada por refluxo de líquido dentro da boca.
Até mesmo algumas grávidas podem ter tido tal experiência durante a última parte da gravidez. Neste caso, devido ao efeito da pressão do útero aumentado sobre o estômago em combinação com o esfíncter esofágico relaxado, resultando assim em regurgitação ocasional dos conteúdos do estômago para dentro do esófago.
Actualmente, as reclamações digestivas estão entre as razões mais comuns entre os idosos. Mas as mudanças na motilidade gástrica são individuais e não relacionadas à idade. Cerca de 30 a 40% dos adultos idosos debilitados têm problemas de alimentação e mastigação; 20% da população dos EUA têm refluxo esofágico, com azia como o sintoma primário.

O QUE É O REFLUXO?

Por refluxo define-se a passagem do conteúdo gástrico para o esófago. O refluxo esporádico pode considerar-se normal, mas a passagem crónica de suco gástrico ou de suco duodenal pode determinar lesões do esófago.

OS SINTOMAS DO REFLUXO CARACTERIZAM-SE POR:
  • Uma sensação de “ardor” ou “queimadura” no esófago que pode ser, ou não, acompanhada de dor;
  • Uma subida à boca de líquido de sabor ácido (e por vezes de alimentos);
  • Uma dor ao longo do esófago e
  • Uma dificuldade na passagem dos alimentos através do esófago.

CAUSAS ASSOCIADAS COM REFLUXO GASTRO-ESOFÁGICO
  • Doenças do esófago (esofagite, cancros) e doenças do estômago
  •  Bulimia nervosa
  • Hérnia Hiatal
  • Drogas (nicotina) e medicamentos (teofilina) que diminuem a pressão do esfíncter esofageal inferior.

QUAIS EFEITOS GASTROINTESTINAIS DO FUMO NA SUA RELAÇÃO COM O REFLUXO

Incluem a redução do esfíncter esofageal inferior e a pressão do esfíncter pilórico, aumentam o refluxo e alteração da natureza dos conteúdos gástricos.

QUAL É A CAUSA COMUM DO REFLUXO GASTRO-ESOFÁGICO NA HÉRNIA HIATAL?
A hérnia hiatal, é uma protusão da porção do estômago dentro do peito através do hiato esofágico do diafragma. A pressão gerada pelo diafragma força os conteúdos ácidos do estômago para dentro do esófago. Existindo assim, um grande desconforto após refeições pesadas, quando o estômago está distendido, causando pressão na hérnia hiatal. Ocasionando também, dificuldade na respiração ao se deitarem ou se curvarem sobre si mesmos.

RECOMENDAÇÕES GERAIS

Factores físicos:
·        Redução do peso até ao valor ideal se tiver com excesso de peso
·        Dormir com a cabeceira da cama elevada
·        Evitar o uso de cintos, cintas e vestuário apertado
·        Evitar inclinar-se para a frente
·        Evitar o sedentarismo

Alimentação:
  • Fazer pequenas e frequentes refeições em vez de uma refeição abundante. Isto é, comer várias vezes por dia, em pequenas quantidades para não encher muito o estômago;
  • Coma e beba devagar para não engolir ar;
  • Evitar refeições tardias;
  • Evitar certos alimentos (ex.: gorduras em excesso, doces, chocolates, mentol, especiarias, farináceos, ácidos,  cebola, pepino, tomate);
  • Evitar álcool (principalmente grandes quantidades de cerveja) e bebidas que contenham cafeína, tais como café e chá preto;
  • Evitar bebidas com gás, bebidas muito quentes, bebidas muito frias e bebidas com cola;
  • Evitar batidos;
  • Ao jantar evitar comer muito. Opte por comer pouco, por cozidos e grelhados com poucas gorduras;
  • Evitar sumos de laranja e limonada;
  • Evitar óleos de hortelã-pimenta e hortelã e
  • Coma alimentos ricos em fibras para defecar todos os dias; para ajudar, pode ainda comer farelo de trigo.

Outros:

  • Evitar ou deixar de fumar;
  • Evitar certos fármacos (aspirina, anti-inflamatórios) devido aos efeitos nefastos na mucosa;
  • Ao fazer uma viagem longa ou sentar-se após a refeição, coma pouco;
  • Tenha cuidados com a sua postura – não trabalhe dobrado, principalmente após as refeições;
  • Não se sente no sofá após as refeições; prefira a cadeira para não ficar dobrado;
  • Não levante objectos pesados (tipo barras de musculação) para evitar esforços abdominais;
  • Mantenha a cabeceira da cama elevada 20cm, com tacos ou tijolos nos pés da cabeceira, ou cunha debaixo do colchão e nunca com almofadas e
  • Tome os medicamentos segundo a indicação do médico e nunca por sua iniciativa. 

quarta-feira, 25 de abril de 2012


Recomendações Dietéticas na Obstipação (Constipação) Intestinal
                                          Por Dietista Rose Sousa

Se você, constantemente, sofre de prisão de ventre apresenta alteração do trânsito intestinal com diminuição do número de evacuações, com fezes endurecidas e exerce um grande esforço à defecção, provavelmente você sofre de obstipação (constipação) intestinal.

O que é obstipação intestinal?

Do ponto de vista fisiológico, a constipação é definida como a retenção exagerada de
matéria fecal ou como o retardo além do tempo fisiológico de evacuação: até 48 horas ou pelo menos 3 vezes por semana, caracterizada pela diminuição do número de evacuações, com fezes endurecidas e esforço à defecção.
Os factores etiopatogénicos que determinam a sua aparição e o seu desenvolvimento dividem-se em: 1- os que afectam a função propulsora do cólon e 2- os que se vinculam a um distúrbio do reflexo da defecção.

As perturbações do mecanismo propulsor devem-se a:
- factores dietéticos: se a dieta não é fraccionada em várias rações não se desperta o reflexo gastroileocolónico. Uma dieta sem fibra reduz o volume e a quantidade de ácidos orgânicos no cólon. Esses são os estímulos fisiológicos das ondas propulsoras;
- factores psicogénicos: sob nervosismo ou ansiedade o sigmóide se estreita pela presença de vigorosas contracções, dificultando o trânsito da matéria fecal;
- sedentarismo;
- abuso de laxantes: perturbam a fisiologia do cólon;
- insuficência de vitamina B1, reguladora da função neurológica do intestino;
- problemas constitutivos ou doenças do peritónio e afecções nos vasos que irrigam o cólon;
- alguns medicamentos: os sais de cálcio e bismuto e ferro inibem o peristaltismo.

As alterações do reflexo de defecção originam-se em:
- negligência para cumprir o reflexo  por falta  de tempo, por descuido, por inibição, com o que se perde a sensibilidade ao mesmo. 
- diminuição da força dos músculos que contribuem para a defecção;
- postura ao defecar (posição ideal de cócoras);
- doenças do ânus.

Quais são as causas mais comuns de obstipação intestinal?

As causas mais comuns são: os hábitos deficientes de eliminação de fezes, tais como uma repetida ausência de resposta imediata à necessidade de evacuar. A vida moderna, os fast-foods e a falta de horários regulares para as refeições contribuem para essa condição. Mas ela pode ser relacionada a muitas outras causas secundárias, como o uso de drogas, falta de exercícios (pacientes acamados), doenças do intestino grosso (que levem a insuficiência na propulsão ou da passagem do bolo fecal por obstrução), neuropatia (diabetes), neoplasias intestinais, hemorróidas etc. 




Recomendações Dietéticas e Gerais 

  • Coma sempre sopa de legumes e hortaliças ao almoço e ao jantar;
  • Evite sopa de cenoura e de abóbora;
  • Coma muita salada crua (alface, cenoura, beterraba, tomate, cebola, acelga, funcho, espinafres e agrião;
  • Coma tomate ao natural como fruta;
  • Coma 2 kiwis no pequeno-almoço;
  • Beba, em jejum, sumo de ameixas secas desidratadas pela manhã. Coloque 5 ameixas secas de molho em água de um dia para outro. Seguidamente, ferva a água com as ameixas. Deixe arrefecer e beba quando estiver frio. O sumo de ameixas pretas são potentes estimuladores da motilidade intestinal (contêm o ácido diidroxifenilisatina, composto químico que estimula a motilidade intestinal de uma maneira farmacológica como um laxante);
  • Beba muita água e líquidos, de preferência frios. A oferta hídrica é importantíssima para que as fibras possam agir alterando o peso e a maciez das fezes, é essencial a ingestão abundante de pelo menos 2 litros /dia de líquidos (água, sumos, e outros). Deve-se portanto, empregar uma cota de gordura a cada refeição. As gorduras além de colecistocinéticas, são lubrificantes da parede intestinal;
  • Ingira infusões. O mate cevado apresenta um potente efeito colecistocinético assim como também o café e o mate cozido. O chocolate e o chá, ao contrário, não têm efeito significativo; o chá, em excesso, e em infusões escuras, tem efeito adstringente (obstupante);
  • Bebidas alcoólicas desde que não exista nenhuma contra-indicação, podem ser permitidas as não fermentadas;   
  • Beba leites fermentados, keffir e iogurtes com probióticos e com pedaços de frutas;
  • Aumente o consumo de alimentos com alto conteúdo em fibras insolúveis (para aumentar o volume da matéria fecal, a osmolaridade do intestino e acelerar o trânsito intestinal): farinha de trigo integral, aveia, feijões, ervilhas, milho, maça, kiwi, farelo, repolho, raízes vegetais, cereais, soja, grãos integrais, linhaça, semente de sésamo, vegetais maduros, esparregados de espinafres e de nabiças, trigo e etc.
  • Coma pães integrais com várias sementes (ricos em fibras);
  • Evite gelatinas (fibra solúvel) tende a dificultar o trânsito intestinal;
  • Evite torradas;
  • Prefira queijos cremosos. Não é recomendado os queijos de massa muito firme (duros, secos). Não existe nenhuma contra-indicação para o consumo de ovos e carnes. Isto é, pode-se comer ovo inteiro e todas as carnes sem inconvenientes.
  • Coma fruta e hortaliças porque além da fibra dietética, contêm ácidos orgânicos e óleos essenciais que estimulam o peristaltismo. Os ácidos orgânicos das frutas e das hortaliças têm alto grau de dissociação electrolítica, são escassamente incorporados, chegam ao intestino grosso com maior quantidade de sódio e água e, por isso, são estimulantes do peristaltismo. Recomenda-se frutas cruas e inteiras, se possível, com casca. Uma fruta descascada e sem pele praticamente não contém celulose. Não se indica frutas cozidas para que se aproveite a fibra intacta. Evite as bananas, as maçãs e os marmelos. Consuma com mais frequência abacaxi, laranja, toranja, ameixa, uvas, morangos, figos, kiwi, tangerina, etc;
  • Fraccione sua dieta em 6 ou 7 refeições e com a ingesta de líquidos frios para estimular assim o reflexo gastrojejunocolónico;
  • Faça actividade física diariamente;
  • Tenha um ritual de ir a casa de banho e respeite e responda ao seu reflexo evacuatório.